geira queda para 1,98%

Da Redação ME / FONTE : ME
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O mercado financeiro reduziu pela sexta semana consecutiva a expectativa de inflação para 2026. A mediana do relatório Focus para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,03% para 5,02%. O valor projetado permanece 0,52 ponto percentual acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central, que é de 4,50%.
Quando analisadas apenas as 34 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, o indicador recuou de 5,03% para 4,99%. O centro do alvo estabelecido a partir de 2025 é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Se os preços ficarem fora do intervalo por seis meses seguidos, considera-se que a meta foi descumprida pelo BC.
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Na última quarta-feira (5), o próprio Banco Central atualizou suas contas para o IPCA no comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), ajustando a previsão de 2026 de 5,2% para 5,1%. A autoridade monetária alterou a perspectiva para 2027 de 3,7% para 3,8% e manteve em 3,2% a inflação acumulada de 12 meses até o primeiro trimestre de 2028, período que passou a ser o horizonte relevante da política econômica.
Expectativa para taxa Selic e política de juros
Para a taxa básica de juros, a mediana do mercado para o encerramento de 2026 permaneceu em 13,75% ao ano nesta segunda-feira, 10. O número se manteve inalterado mesmo considerando isoladamente as 39 projeções revisadas nos últimos cinco dias úteis. Para o fim de 2027, a taxa esperada continuou em 12,00% pela oitava semana seguida.
Na reunião do Copom de quarta-feira, 5, o colegiado promoveu um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, reduzindo os juros de 14,25% para 14% ao ano. Trata-se do quarto recuo seguido na taxa, acumulando uma queda de um ponto percentual desde março. O movimento faz parte do ciclo de calibração motivado pelas incertezas da guerra do Irã sobre as cadeias globais de suprimentos, commodities e inflação.
Projeções para o câmbio e dólar
Em relação à moeda americana, o boletim Focus manteve a cotação do dólar projetada para o fim de 2026 em R$ 5,20 pela oitava semana consecutiva. O cálculo oficial do BC considera a média prevista para a taxa no mês de dezembro, e não a cotação do último dia útil do ano.
A mediana da moeda norte-americana para o encerramento de 2027 seguiu em R$ 5,28. Para 2028, o patamar continuou em R$ 5,30 pela terceira semana seguida. Já para 2029, a estimativa do mercado financeiro diminuiu de R$ 5,39 para R$ 5,37.
Previsão para o PIB e atividade econômica
O relatório trouxe ainda uma oscilação na projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, que passou de 1,99% para 1,98%. Ao filtrar apenas as 24 atualizações dos últimos cinco dias úteis, o avanço previsto para a economia recuou de 2,00% para 1,94%. O ritmo esperado pelo mercado segue alinhado à projeção de 2,0% do Relatório de Política Monetária do segundo trimestre.
Para os anos seguintes, o PIB de 2027 teve estimativa reduzida de 1,57% para 1,52%. As projeções de expansão do nível de atividade para 2028 e 2029 se mantiveram em 2,00%, repetindo os patamares observados há 126 e 73 semanas, respectivamente.
Em horizontes mais longos do boletim, a mediana do IPCA para 2027 ficou estável em 4,22%, enquanto a estimativa para 2028 permaneceu em 3,80% e a de 2029 seguiu em 3,50%. As apostas para a Selic ao fim de 2028 e 2029 fecharam em 10,50% e 10,00%.