FONTE: ALGO MAIS
Levantamento da Sólides aponta crescimento contínuo nas admissões e reforça protagonismo dos pequenos negócios no mercado de trabalho brasileiro
As pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras entram em 2026 com perspectivas otimistas para a geração de empregos. Segundo levantamento inédito da HR Tech Sólides, 83,7% das empresas do segmento pretendem contratar ao longo do ano, enquanto apenas 2,9% não devem abrir novas vagas e 13,3% ainda avaliam o cenário. O dado reforça o papel central dessas organizações na dinâmica do mercado de trabalho no país.
A pesquisa indica que as contratações devem ocorrer de forma distribuída ao longo do ano para 63,3% das empresas, enquanto 14% concentram as admissões no primeiro trimestre. Já as vagas sazonais representam apenas 6,1%, sugerindo um mercado menos dependente de picos específicos. Para o co-CEO e cofundador da Sólides, Ale Garcia, o cenário reflete um movimento de expansão: “O dado mais relevante é que a maior parte das empresas está contratando por expansão de demanda e não apenas por reposição. Isso mostra um ambiente de negócios mais aquecido e PMEs mais confiantes em seus planos de crescimento”.
Os dados dialogam com o histórico recente de geração de empregos. Entre janeiro e novembro de 2025, micro e pequenas empresas foram responsáveis por sete em cada dez vagas criadas no Brasil, com mais de 1,3 milhão de contratações formais, segundo dados do Sebrae com base no Caged. Na base da própria Sólides, formada por mais de 45 mil PMEs, houve crescimento de 18,8% no quadro de funcionários, com mais de 400 mil admissões no período.

O estudo também mostra que o modelo presencial segue predominante, adotado por 81,3% das empresas, enquanto o formato híbrido aparece com 14,3% e o remoto com 4,3%. A contratação via CLT continua majoritária (84,2%), seguida pelo modelo PJ (9,5%). Entre os setores, Serviços lidera a amostra (23,6%), seguido por Comércio (18,6%) e Indústria (11,7%). Já em termos regionais, São Paulo concentra 31,3% das empresas participantes, à frente de Minas Gerais (17,9%) e Santa Catarina (7%).
Apesar do cenário positivo, há desafios. A principal dificuldade apontada é a falta de candidatos qualificados, mencionada por 16,1% das empresas. Também aparecem como entraves a rotatividade (4,9%), a incerteza econômica (3,9%) e o custo de contratação (3,7%). Segundo Garcia, “Existe uma combinação interessante: as empresas querem contratar e estão crescendo, mas enfrentam um gargalo claro de qualificação profissional. Isso reforça o papel estratégico da tecnologia e da inteligência de dados para apoiar processos seletivos mais assertivos e reduzir impactos de rotatividade”.
Serviço
Levantamento realizado pela Sólides com 953 pequenas e médias empresas brasileiras, com média de 126 colaboradores, entre 7 de janeiro e 9 de fevereiro de 2026, por meio de questionário online.