A Casa da Indústria recebeu, nesta quinta-feira (27), a 8ª edição do Dia Sem Imposto, com público superior a 700 participantes ao longo do dia. O evento trouxe rodadas de palestras, debates, além de um mercadinho e um foodpark que ofereceram produtos com descontos equivalentes a sua tributação, uma forma prática de demonstrar ao consumidor o peso real dos impostos no preço final. A iniciativa foi realizada pela FIEPE, por meio do FIEPE Jovem, em parceria com o Sebrae-PE.
Na abertura, o presidente da FIEPE, Bruno Veloso, chamou atenção para o aumento da carga tributária no país. “Como se aumenta tanto os impostos no Brasil e fica um silêncio? O que está acontecendo? Eles precisam vir à tona para as pessoas entenderem o que estão pagando. Esse é o objetivo do evento.”
A diretora técnica do Sebrae-PE, Josiana Ferreira, destacou a relevância do encontro para o fortalecimento dos pequenos negócios. “É um momento em que paramos para refletir sobre a importância dessa discussão para o país. Apesar do grande número de atendimentos que o Sebrae faz, ainda temos muitos desafios, sobretudo na sobrevivência das empresas. Que eventos como esse ajudem a torná-las mais prósperas.”
Já o presidente do FIEPE Jovem, Rodrigo Veloso, reforçou a necessidade de posicionamento frente ao cenário tributário. “Não dá para se calar diante de aumentos frequentes de impostos. Trabalhamos os pontos da reforma tributária, que começará a ser aplicada no próximo ano. O Brasil está entre os 30 países que mais cobram impostos no mundo e isso precisa ser discutido.”
PALESTRAS
Em sua apresentação, o presidente da FIEPE, Bruno Veloso, abordou pontos centrais da reforma tributária, seus impactos e as articulações conduzidas pela Federação.
Ele destacou a atuação de três grupos de trabalho responsáveis por acompanhar e propor ajustes no processo de implementação: o primeiro dedicado à busca de alternativas para equiparar a Região Nordeste aos incentivos da Zona Franca de Manaus; o segundo voltado à clareza e segurança jurídica, diante das incertezas que ainda cercam a reforma; e o terceiro focado na estrutura e aplicação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR), com o objetivo de reduzir desigualdades e ampliar investimentos.
Veloso também apresentou ações já em andamento, como a elaboração de uma política estadual alinhada aos ativos do FNDR, além da construção de critérios para seleção de projetos com regras claras e priorização por meio dos governos estaduais. “Sou otimista”, afirmou ao defender o potencial transformador da agenda tributária.
Na sequência, o Conselheiro emérito da FIEPE e da CNI, Armando Monteiro Neto, ministrou a palestra O que muda para o Brasil e para Pernambuco, ressaltando a necessidade de modernização do sistema tributário.
Segundo ele, há consenso de que o modelo atual está esgotado e que a reforma representa um avanço ao aproximar o Brasil do padrão internacional de IVA. Monteiro Neto destacou que o novo formato permitirá a geração de crédito pelas empresas, ampliando competitividade e reduzindo distorções. “O Brasil tem muito a ganhar, não tenho a menor dúvida”, disse.
Ele também destacou o papel relevante de iniciativas como o FIEPE Jovem, que contribuem para a renovação e dinamismo institucional, reforçando que “a FIEPE precisa se revitalizar sempre.”














